A origem da palavra estudar vem do latim, que tem como significado "dedicar-se com entusiasmo e esforço a alguma coisa".
No "estudar" existe um simbolismo tão grande e admirável que, não por acaso, foi um tema que fascinou o filósofo e santo São Tomás de Aquino.
São Tomás de Aquino era um importante pensador do século XIII e já foi chamado de o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios. Certa vez, um jovem ansioso por conhecimento, Frei João, que estava iniciando sua vida nos estudos, lhe perguntou: "Tomás, de que maneira posso encontrar atalhos para obter sabedoria?"
A resposta ao impaciente Frei João se deu por meio de uma carta. Tomás, logo no início, afirma que o tempo é o grande mestre, que não há atalhos, mas caminhos; pelos riachos é que se chega ao mar e o "difícil deve ser atingido a partir do fácil".
Logo em seguida, Tomás de Aquino refletiu sobre a tarefa de obter conhecimento. Por sua vez, chegou à conclusão de que a tarefa de se tornar sábio e a de formação intelectual não é acomodada, absoluta e imutável, mas sim o contrário – um processo contínuo.
"Só poucos, depois de muito tempo e com mistura de muitos erros, podem chegar. O tempo é o grande aliado de quem almeja o tesouro do conhecimento" – disse Aquino.
Mesmo com o passar dos séculos, a lição de Aquino permanece viva. O tempo não é um obstáculo a ser vencido, mas o próprio caminho. Que este seja o convite: não existem atalhos para o conhecimento — existe a disposição de caminhar.